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22 de abril de 2011

Estrada Velha de Guarapuava

Nessa Quinta-feira (21/04) fiz um pedal com o Felipe (meu cunhado), fomos percorrer um trecho da Estrada Velha de Guarapuava, que fazia a ligação entre Foz e Guarapuava. Na última vez que estive em Foz já tinha feito um trecho, só que dessa vez queria ir mais adiante. Saímos depois do almoço e seguimos por estradinhas secundárias, passamos por Aparecidinha e chegamos na Estrada Velha bem próximo ao fim do calçamento. Fizemos uma parada rápida na torre abandonada pra tirar algumas fotos e seguimos adiante.
Quanto mais avançávamos melhor a estrada ficava, até que em um trecho virou trilha, com direito a água, pedras, e alguns escorregões. Fora esse trecho a estradinha é muito boa de pedalar, com um visual bem bacana. Devido ao horário decidimos que seria melhor começar a voltar pra não pegar noite longe da civilização, já que noite iríamos pegar de qualquer maneira.
Não demorou muito pras rodas travarem com tanto barro, volte e meia tinhamos que parar pra tirar o excesso de barro.
Numas dessas paradas, já estávamos um pouco afastados do parque nacional, mas vi uma placa grande no meio da mata, voltei e fui lá ver o que era.
O local estava todo fechado, é a entrada pra uma trilha paga, pena estarmos com o horário apertado. De toda forma valeu pra carregarmos as caramanholas com água (que já estavam secas).
O caminho até a 277 fizemos meio sem saber pra onde estávamos indo, erramos um caminho e chegamos na sede de uma fazenda, aproveitamos e pedimos informação de como voltar. Pelo caminho indicado passariamos em Guanabara, onde paramos alguns minutos pra tomar uma coca.
Saindo de Guanabara fomos tentar um atalho pra fugir do calçamento, a estradinha que parecia ser a certa foi diminuindo de largura até que fechou completamente. Tivemos que voltar até Guanabara e seguir pelo calçamento mesmo, não dava pra arriscar se perder no escuro. No caminho encontramos uma caranguejeira.
Escureceu e ainda estávamos longe do asfalto, mas não demorou muito e chegamos no pedágio de São Miguel do Iguaçu, dali faltavam apenas 21km de escuridão.
Fizemos uma parada num posto em Santa Terezinha pra calibrar os pneus da bike do Felipe, aproveitei e consegui um pouco de óleo pra passar na corrente, que estava fazendo muito barulho por estar seca. De Santa Trezinha seguimos direto pra Foz, chegamos em casa na hora da janta.
O bom de pedalar nessa região é que faz bem pouca sujeira, quase nem se nota.
Números do pedal:
- Início: 14:40h.
- Término: 20:15h
- Tempo pedalando: 04:36h
- Distância: 72,4km.
- Média: 15,7km/h.
- Máxima: 44,5km/h.
- Altimetria acumulada: 925m.
- Gastos: R$4,50 (3 cocas).

23 de dezembro de 2010

Aparecidinha - Guanabara - Sta. Terezinha

O plano dessa quinta-feira (23/12) era ir pra prainha de Santa Terezinha, olhei o caminho na noite anterior e quando era quase 10h saí. Como sabia que teria comida e água fácil pelo caminho nem me preocupei, peguei uma caramanhola com água e levei um pacotinho de amendoin que nem imginava comer, levei por precaução. Queria fazer um caminho pela zona rural e sair no posto da polícia rodoviária, na 277, dali pegava outra estradinha já conhecida e chegava na praia.
Porém as coisas não seguiram o plano original, perdi uma bifurcação e andei um trecho considerável pelo calçamento todo quebrado. Voltar e procurar a bifurcação certa estava descartado, então segui adiante pra ver onde chegava.
A primeira colônia que apareceu foi de Aparecidinha, até ali o calçamento já tinha judiado bastante, somando isso ao fato de estar com uma bike pequena pra mim, a velocidade média nos calçamentos não ficava muito acima dos 10km/h.
Tentei pegar um caminho sem as pedras, mas me lasquei, andei um bom trecho (descendo), atolei numa terra fofa (daquelas que travam as rodas), caminhei quase 1km e cheguei em um sítio no fim da estrada. Tive que voltar tudo o que havia descido.
Voltei pro calçamento, mas agora estava um pouco melhor, nas bordas estava crescendo grama, assim ficava mais "macio" passar por ali. Pensei que quando o calçamento acabasse tudo iria ficar uma maravilha, me enganei. Grande parte dos trechos de terra batida são cheios de pedras. Não sei se a bike pequena colaborou tanto pra isso, mas tava bem complicado pedalar em alguns trechos.
A estradinha ficou bem mais interessante, a partir desse ponto ela fica bem na divisa do Parque Nacional com as plantações de soja. O visual deixa de ser somente as plantações.
No caminho tem um posto de vigia abandonado do parque, como não tinha muito idéia de como sair de lá, aproveitei pra subir, tirar algumas fotos e olhar algum caminho pra voltar até a 277.
O estado de conservação da torre não está aquelas coisas, mas deu pra subir no estilo balança mas não cai (a torre ta firme, o que balança são as escadas). Dá pra ver ao longe a "chuva" formada pelas cataratas, o rio Iguaçu, o parque, e muita soja.
Em um pequeno trecho a estrada passa por dentro da floresta, avistei alguns animais, mas até parar e pegar a câmera eles fugiam.
Mudei de estrada pra começar a ir em direção da 277, parei em uma casa pra pedir informação (tava meio perdido) e pegar água, já estava sem. Por sorte, a água veio geladíssima.
Passei por algumas estradinhas pouco usadas e cheguei em uma principal, que leva até Guanabara. Chegando em Guanabara o calçamento recomeça. Parei em uma venda e comprei duas cocas, a primeira nem senti o gosto de tão rápido que tomei, a segunda bebi enquanto comia os amendoins que pensei que não seriam úteis (acabou virando meu almoço).
Mais alguns kms de calçamento e terra e cheguei na 277, perto do pedágio de Santa Terezinha.
Passando por Santa Terezinha entrei na cidade, muito bem cuidada, casas bonitas, algumas ruas com ciclovia.
O trecho entre Sta. Terezinha e Foz foi todo no sol forte, mas por sorte o vento estava ajudando.
Números:
- Início do pedal: 09:15h
- Término do pedal: 17:00h
- Distância: 70,5km
- Altimetria acumulada: 890m
- Duas cocas em Guanabara: R$3,00