14 de fevereiro de 2008

Pedal Noturno em Campo Magro

Ontem (13/02) fizemos mais um pedal noturno, fomos em 3, Eu, Daniel, e Nelson.
Marcamos as 20:00h no barigui, eu cheguei 20:05h e encontrei com o Daniel que já estava por lá, faltava só o Nelson, que começou a demorar demais, quando ligamos pra ele descobrimos que ele tava perdido dentro do parque. Pode? Ai explicamos pra ele por onde ele deveria ir e acabou que saímos do Barigui só as 20:30h.
A idéia inicial era ir pra Trilha do Lixão, mas mudamos de ideia e iríamos pra Trilha do Fuba Mimoso. Porém, ao chegar no posto da polícia rodoviária na 277 sentido Campo Largo entramos pelo contorno na contra-mão e pegamos uma estradinha de terra por trás da Copel, estradinha legal, mas muito escura, se não fosse as lanternas estariamos literalmente perdidos na escuridão.
Pegamos boas descidas, longas subidas, passamos por um milharal fantasmagórico, enquanto passávamos pelo milharal lembrei do filme A Colheita Maldita, e de Sinais. O Daniel que não gostou muito do assunto e tentou mudar o rumo da conversa de qualquer maneira.
Estava tudo indo muito bem, até quando eu olhei pra direita e vi Curitiba ao longe, um susto, pois Curitiba deveria estar a nossa esquerda. Em seguida a estradinha começou a descer muito, e eu não lembrava dessas descidas, até que chegamos numa vila com aparência não muito amigável com ciclistas perdidos durante a noite. Pedimos informação pra onde deveriamos ir e fomos. Foi ai que me localizei, ao invés de irmos novamente pra 277 pra voltar pra Curitiba, pegamos alguma bifurcação errada e saímos na Estrada do Cerne, quase no centro de Campo Magro. Nesse momento bateu uma mistura de desespero e desânimo por ter que voltar por aquela estrada a noite. Essa estrada tem pista simples, sinalização zero, sobe muito, não tem acostamento, e é bem movimentada. Enfim, não é o lugar perfeito pra se pedalar durante a noite.
Seguimos por ela até quase chegarmos ao contorno novamente, mas antes disso entramos a esquerda e pegamos a estrada de terra que leva para trilha das Poças, escuridão mais uma vez, e tivemos que enfrentar muitas subidas novamente, em algumas delas desciamos da bike pra empurrar, as pernas estavam começando a reclamar, sorte que o psicológico sempre mandava ir em frente. Passamos pela entrada da Trilha das Poças mas não entramos, descemos até o Bar da Canelinha, mas chegamos lá e já estava fechado pois já passava das 22:00h. Seguimos agora pela estradinha que nos levaria até a Trilha da Vaca Louca e do Lixão, escuridão mais uma vez e rapidinho chegamos na saída da Vaca, pegamos o asfalto e subimos um bom trecho até chegarmos na entrada pro Lixão. Já no fim da subida vimos um corpo estendido no mato na beira da estrada, mas como estava escuro e eu tava com a lanterna do capacete desligada não pude ver se ali tinha um morto (já que não reagiu a nossa presença), um bebado caído, ou um mendigo dormindo. Preferi acreditar que era um mendigo dormindo ou um bêbado que passou da conta e acabou caindo no mato. Eu hein, antes ficamos falando de assombração, dai no fim do pedal encontramos um morto? hehe
Saímos dali pelo caminho de sempre, descemos pro Parque Tingui numa boa velocidade, quando olhei pro ciclo estava a 57km/h, e mesmo assim o Nelson passou por mim a pelo menos uns 70km/h. Dali pra casa foi o caminho de sempre, atravessamos o parque Tingui fugindo dos cachorros e subimos pra Mercês. Paramos numa pizzaria perto da casa do Daniel e devoramos uma pizza gigante com uma coca geladinha. Saímos da pizzaria 0:10h e cheguei em casa 0:30h.
No total rodei 56km em 03:00h de pedal, que deu média de 18,6km/h. Considerando que andamos a maior parte do tempo em subida e estrada de chão foi uma boa média.
Dessa vez não tem fotos, até porque seria inviavel tirar foto na escuridão.

Leandro

Um comentário:

Daniel disse...

E ai meu amigo?
Cara essa pedal foi demais mesmo, meio assustador ahahahahaha meio tranquilo.
Agora o melhor de tudo foi comer uma bela massa com coca geladaça, no final da trilha e ainda por cima pertinho de casa.
Show.
Abraço cara