11 de novembro de 2007

3 em 1- Passeio por Balsa Nova

Sábado saímos Eu, Daniel e o Nelson as 07:30h do Parque Barigui com o plano de chegarmos no Recanto dos Papagaios. Pedalamos num ritmo bem tranquilo, na metade do caminho pra chegar em Campo Largo o pneu dianteiro do Daniel furou, ficamos uns 10 minutos pra arrumar e seguimos. Paramos no Museu do Mate pra tirar algumas fotos, e continuamos pela estrada. Passamos por Campo Largo e paramos num posto de gasolina pra tomar o café da manha. Ja tinha pedalado 30km e não havia comido nada desde que acordei. Ficamos alguns minutos parados por ali e em seguida iniciamos a subida da serra de São Luis. Paramos em alguns trechos pra tirar algumas fotos, no pedágio pra tomar um cafézinho e seguimos direto até São Luiz do Purunã onde paramos num mercadinho pra comprar nosso almoço. De São Luiz até o recanto é muito rápido, acho que levamos mais 15 minutos e chegamos no Recanto dos Papagaios as 11:40h.
Pegamos uma mesa ao lado da piscina e almoçamos pão com queijo e presunto e coca-cola. De sobremesa devoramos um pacote de trakinas e negresco. Como estava quente, não resistimos e entramos na água. Muito gelada diga-se de passagem. Ficamos no recanto até 13:00h. Como ainda estava cedo, pensamos em algum roteiro diferente pra volta. Decidimos ir pra colônia Witmarsum, saímos do Recanto e continuamos pela BR277, mas no meio do caminho avistamos uma placa dizendo sobre uma cachoeira, não fomos até a cachoeira porque teriamos que pagar pra entrar, mas mudamos o roteiro e decidimos achar um caminho que nos levasse até a Ponte dos Arcos. Eu sabia que esse caminho existia, só não fazia a menor de idéia de onde encontrar ele. Continuamos rodando pela BR até que achamos uma estradinha de terra que parecia levar até a ponte. Entramos por ela e descemos bastante, conseguiamos ver ao longe um trator, pensamos em alcançar ele e perguntar se o caminho era esse. Depois de muita correria, poças de lama, buracos e mais descidas alcançamos o trator. O rapaz do trator disse que o caminho onde estávamos não dava certo, mas indicou outra estradinha que nos levaria até a estrada certa. Agradecemos e continuamos, até que do nada a estrada acabou no meio de um milharal. Bom, ela havia acabado apenas em um trecho, pois conseguiamos avistar a continuação dela algumas centenas de metros a nossa frente. Como não queriamos voltar porque era subida, nos enfiamos pelo meio da plantação pra tentar chegar até ela. Quando digo que nos enfiamos pelo meio da plantação, quero dizer que pedalamos pelas carreirinhas entre as plantações, não atropelamos nada nem destruimos nada.
Acabamos chegando numa cerca, atravessamos ela e demos de cara com um riacho, o jeito foi atravessar este e continuar pelo mato. Empurramos as bicicletas por alguns metros e entramos em outra plantação, caminhamos mais um trecho e chegamos na estradinha que nos levaria até a ponte.
A estradinha estava show, muitas descidas, em uma delas cheguei a 65km/h. Passamos por algumas bifurcações e ficamos em dúvida se estávamos no caminho certo. Por sorte encontramos 2 pessoas consertando uns equipamentos agrícolas e nos informaram do caminho a seguir, pedalamos mais alguns quilômetros e passamos por algumas porteiras, no caminho passamos bem perto de algumas vacas. O Daniel ficou com medo delas e disparou, pedalamos a 40km/h atras dele, que medo (dele) hein?!
Chegamos num sítio que fica ao lado da ponte, ali eu já conhecia de outras vezes, entramos por outra estradinha e finalmente chegamos na ponte. Atravessamos ela bem rápido e seguimos até outro sítio pra beber alguma coisa. No sítio, a dona me reconheceu (já havia estado lá outra vez), e bebemos uma coca bem gelada. Já era 16:00h quando saímos de lá, depois de enfrentarmos uma longa subida o Nelson descobriu que esqueceu o cpacete no sítio, voltou correndo pra buscar enquanto eu e o Daniel ficamos esperando numa sombra (vida boa). Seguimos pela estradinha, subindo quase sempre, passamos por mais algumas vacas soltas na estrada até chegarmos em outra estradinha, descemos muito até um rio, paramos pra tomar banho nele, havia um carro que não tinha conseguido atravessar e estava com problemas, depois passou mais uma moto. Ficamos por alguns minutos ali descansando dentro da água e logo em seguida continuamos nosso caminho.
Passamos pelo Aeroclube e pela Fazenda Thalia até chegarmos no pedágio. Paramos num posto de gasolina próximo ao pedágio para comer, estávamos com muita fome. Compramos pastel, esfiha, espetinho e coca. Quando saímos do posto já era quase 19:00h.
Ao invés de descer a serra direto, desviamos um pouco e passamos pelo Cristo do Purunã. A vista lá de cima é fantástica, como estava a noitecendo, conseguiamos ver Campo Largo e Curitiba com as luzes acesas. Muito legal.
Mas ainda tinhamos 50km de estrada pra enfrentar no escuro e logo saímos, descemos pela estradinha de terra bem rápido até chegar novamente no asfalto. O trecho de serra descemos bem rápido, não baixei de 50km/h. Enfrentamos as subidas do final da serra e 20:00h já estavamos em Campo Largo. O cansaço começou a bater, mas mesmo assim pedalei dando o máximo, só aliviava nas descidas. O Farol da bike não ajudou muito, mas deu pra vir numa boa, o que ajudou bastante principalmente nas descidas foram os faróis dos caminhões. Fizemos o trecho entre Campo Largo e Curitiba em +- uma hora. Quando chegamos no Barigui o Daniel e o Nelson pegaram um caminho diferente do meu, nos despidimos ali mesmo e segui sozinho até chegar em casa. Quase chegando parei pra comprar um sorvete e cheguei em casa 21:40h.
No total pedalei 157.06km em 8:31h. O que dá uma média de aproximadamente 18.4km/h.

Leandro

2 comentários:

Rafael disse...

Parabéns pelo pedal!!!
As fotos ficaram muito boas!

Nelson disse...

O pedal foi show de bola!!
Quase que o cansaço venceu, mas não foi dessa vez